segunda-feira, 22 de junho de 2009

UMA "OBRA-PRIMA" DA POESIA TUPINIQUIM


CONTANTE : LEANDRO AUGUSTO RAMOS

NA SAUDADE DAQUELE PERFUME
QUE JÁ NÃO É SENTIDO COM FACILIDADE
NUM AMOR QUE PURIFICAVA O AR
EM QUE NADA MANCHARIA A FELICIDADE.

















TENDO O ACOLHIMENTO DE TEUS BRAÇOS
ME PROTEGENDO DE TODO O MAL
SENDO VISUALIZADO TRAÇOS E RELATOS
DE UMA HISTÓRIA FELIZ EM SEU FINAL.

 CUJA VACINA DE SEUS BEIJOS CICATRIZAVAM FERIDAS ANTIGAS
QUE DAS LEMBRANÇAS SOFRO ATE HOJE
ENTRE DESILUSÕES SOFRIDAS
ME BANHANDO NESSE CORAÇÃO COMO FONTE
 
FONTE DE LUZ QUE IRRADIA
ILUMINANDO ATE A SOMBRA
RECARREGANDO NOSSAS VIDAS
SENDO TUDO QUE EM NOSSA VIDA IMPORTA.


















SEU AMOR PURO REPOUSA SERENAMENTE EM MEU CORAÇÃO
NUMA REVIGORANTE HIBERNAÇÃO AMOROSA
PRESERVANDO O ÁPICE DE NOSSO AMOR
ETERNIZANDO O SONHO DE UMA VIDA HARMONIOSA.

  Para vocês que ultimamente não vêm tendo muito bom humor, há alguns dias me deparei, numa dessas caçadas a esquisitices do Orkut, com essa pérola da poesia zuluh intitulada "CONSTANTE”, a qual consegue renovar meu ânimo de uma forma como nenhuma comédia escrita, que haja sido postada neste ou em outros sítios de relacionamento, jamais o fez.Quando da concepção da mesma, o túmulo no qual jaz o corpo de Drummond deve ter acusado uma precipitação na escala Ritcher de 8 pontos  com  abrangência de 9000 metros de raio, tamanha  inquietação  despertada  no célebre poeta.Eis a questão: se a um toxicologista fosse dada a chance de ler essa composição, conseguiria este inferir o momento exato da escrita  durante o qual o entorpecente atingiu a magnitude de sua potência no(a) autor(a).Provavelmente, o especialista diria que a linha a partir da qual isto ocorreu é :"cuja vacina de seus beijos cicatrizavam...” em que  o artista mescla dose alucinógena de pretensão literária, cólica estomacal agressiva com manifestações fisiológicas desprovidas de solidez e perturbação morfossintática nada moderada.Além deste ilícito do qual, indubitavelmente, esse grande mestre das rimas deve fazer uso "CONSTANTE”, será que, para efeito de potencialização das reações esquizofrênicas, ele também faz “CONSTANTE” uso de algum composto alcoólico cujos recipientes apresentam em seus fundos algum espécime de réptil ou inseto? Os recipientes aos quais faço menção, são aquelas garrafas da popularmente conhecida “marvada” com cobras, rãs ou  marimbondos nos seus interiores, às quais os bebuns, no momento de percepção do quão ignóbeis são, só lhes restam recorrer.De qualquer forma, obrigado a esse  poeto  cuja inspiração para concepção desse detrito advém dos campos relvosos pelos quais essa figura alegre saltita.Aos demais mal-humorados, Recomendar-lhes-ei  a leitura  desta obra, em cujo final visualizam-se “traços e relatos” de um ataque de gargalhada colossal. Rsrsrsrsrsrsrssrsrsrsrsrsrsrs...